68% das buscas no Google terminam sem clique. O que fazer com isso

Se o seu site aparece no Google mas o número de visitas não acompanha, existe uma explicação que não é culpa da sua página.

A resposta curta: 68% das buscas no Google terminaram sem nenhum clique nos primeiros quatro meses de 2026, segundo levantamento da SparkToro com dados de painel da Similarweb. Em 2024 esse número era 60,45%. É a aceleração mais rápida desde que o indicador começou a ser medido.

O que isso significa na prática, e o que fazer, é o assunto deste texto.

Os números, com a fonte na mesa

Indicador20242026
Buscas que terminam sem clique60,45%68,01%
Buscas que geram ao menos um cliquequeda de 9,51 pontos no período
Sem clique no computadorperto de 50%
Sem clique no celularperto de 77%

Duas ressalvas honestas, porque elas mudam a leitura: o estudo é de buscas nos Estados Unidos, e a própria SparkToro afirma que não isola quanto da alta vem dos resumos de IA. A tendência é clara, o culpado exato não é.

Vale registrar também o que "sem clique" inclui: a pessoa achou a resposta na própria tela de busca, refez a pesquisa, ou clicou em algo do próprio Google, como Maps e YouTube.

O que muda para quem vende

A impressão virou moeda. Aparecer com a resposta certa na tela da busca passa a valer mesmo sem a visita. Quem só mede sessões vai concluir que "o SEO parou de funcionar" enquanto a marca aparece mais do que nunca.

A busca local ficou mais decisiva. Quando o resultado é um mapa com telefone e avaliação, o clique some mas o contato acontece. Perfil da Empresa no Google completo e avaliações recentes valem mais que uma página institucional bonita.

Quem responde perguntas ganha espaço nos resumos de IA. Página que resolve a dúvida em blocos curtos e diretos é a que tem chance de virar a resposta citada. Enrolar até o quarto parágrafo deixou de ser inofensivo.

Painel do Search Console com cliques e impressões

O que não muda

Aqui é onde muita gente erra a conclusão. O Google é explícito: as boas práticas de SEO continuam sendo a base para aparecer nas experiências de IA da busca, porque elas nascem dos mesmos sistemas de ranqueamento.

Ou seja: estar indexado, carregar rápido, ter conteúdo próprio e responder à intenção continua sendo o requisito. Não existe otimização paralela para IA. E os arquivos que o mercado vendeu como atalho, tipo o llms.txt, não são usados pelo Google para isso.

Deixar o site em dia é daquelas tarefas que ficam para depois até o dia em que fazem falta. É nessa hora que a Agência D'avila entra: cuidamos do site com a manutenção que ele pede, não só na entrega.

O que fazer, em ordem de impacto

  1. Pare de olhar só sessões. Acompanhe impressões e posição no Search Console junto com contatos recebidos. A pergunta certa passou a ser "quantas conversas isso gerou", não "quantos visitantes".
  2. Responda a pergunta na primeira dobra. Cada página começa com a resposta em duas ou três linhas, e depois desenvolve. É o formato que a busca extrai e a IA cita.
  3. Cuide da busca local com carinho. Perfil da Empresa atualizado, avaliações constantes, endereço e horário iguais em todo lugar. Para negócio local, é aqui que o contato acontece sem clique nenhum.
  4. Torne o contato fácil onde a pessoa está. Se ela chega pelo mapa, o telefone e o WhatsApp precisam estar a um toque, e o atendimento precisa responder rápido.
  5. Meça o que entra, não o que passa. Rastreamento validado evento por evento é o que separa "o site tem visita" de "o site traz cliente".

Em resumo

Menos gente clica, e isso não vai voltar. O trabalho muda de "levar visita para o site" para "estar presente com a resposta certa e receber o contato onde a pessoa estiver". Quem construiu conteúdo próprio e presença local sólida sente menos. Quem dependia de volume de tráfego para compensar página fraca sente muito.

Se você quer entender como o seu site se comporta nesse cenário, a página de criação de site institucional mostra como estruturamos conteúdo para busca e para as ferramentas de IA. E o guia de SEO ou Google Ads ajuda a decidir onde colocar a próxima verba.

Fonte: SparkToro, "In 2026, Less than One Third of Google Searches Still Send a Click", com dados de painel da Similarweb (janeiro a abril de 2026, buscas nos Estados Unidos).

João Felipe, fundador da Agência D'avila

João Felipe, fundador da Agência D'avila. Nasceu e cresceu no Japão e hoje opera marketing de performance para empresas no Brasil e no exterior, do tráfego pago ao CRM. Conheça a história.

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