Quanto custa criar uma loja virtual? As três contas que ninguém separa

Quem pesquisa esse preço quase sempre recebe um número solto, sem dizer o que está dentro. E aí compara propostas que não são comparáveis.

A resposta curta: não existe um preço, existem três contas. A construção da loja, que é pagamento único. A mensalidade da plataforma, que você paga direto a ela para sempre. E as taxas por venda, que só aparecem quando o pedido entra. Proposta que junta tudo num número esconde qual das três vai pesar no seu caso.

Este guia abre as três, mostra o que faz o preço subir e o que perguntar antes de assinar.

As três contas, separadas

ContaQuando pagaPara quemO que muda o valor
Construção da lojaUma vez, no projetoPara quem constróiNúmero de produtos e variações, integrações, quem escreve e fotografa, criação nova ou migração
Mensalidade da plataformaTodo mês, para sempreDireto para a plataformaPlano escolhido, volume de vendas, apps instalados
Taxas por vendaA cada pedidoGateway e meio de pagamentoPix, cartão à vista ou parcelado, antecipação de recebíveis

Uma quarta conta aparece só se você anunciar: a gestão de tráfego e a verba de mídia. É opcional, e deve estar separada das outras na proposta.

O que faz a construção custar mais ou menos

Catálogo. Vinte produtos sem variação e mil produtos com grade de cor, tamanho e voltagem são trabalhos diferentes. O que pesa não é o número em si: é quantas combinações precisam de cadastro, foto e estoque próprio.

Quem produz o conteúdo. Descrição e foto por sua conta baixam o preço do projeto. Descrição escrita por nós e tratamento de imagem sobem, e costumam se pagar: página de produto com texto próprio, em vez da descrição do fabricante repetida por todo mundo, é o que dá chance de aparecer na busca.

Integrações. ERP, emissor de nota fiscal, controle de estoque em mais de um canal e marketplace conectado são o item que mais infla orçamento, e o mais esquecido na hora de comparar propostas.

Criação nova ou migração. Migrar exige plano de redirecionamento URL a URL antes de a loja nova subir, senão o histórico que você levou anos para construir no Google evapora. É trabalho a mais, e economiza muito depois.

Cartão de crédito sobre o teclado de um notebook

A conta que continua correndo depois da loja pronta

Aqui mora a surpresa mais comum. A plataforma cobra mensalidade e, em vários planos, um percentual sobre o que você vende. O gateway cobra por transação. O parcelamento tem custo. A antecipação, outro.

Some antes de decidir: uma loja que vende R$ 30 mil por mês com 3,5% de taxa de gateway entrega R$ 1.050 por mês para o meio de pagamento. Não é motivo para não vender, é motivo para saber o número.

Vale a comparação com o marketplace, que é de onde muita gente vem. Lá a comissão fica perto de 18% do valor de cada pedido nas operações que atendemos, e o cliente que comprou pertence à plataforma, não a você. Na loja própria, a maior parte dessa fatia fica com a sua empresa e o cadastro do cliente também. É a conta que vira na segunda compra, e o motivo de a maioria das operações saudáveis rodar nos dois canais com preço e mix diferentes.

Vale lembrar que cada ajuste desses conversa com os outros: plataforma, frete, anúncio e pós-venda fazem parte da mesma engrenagem. É assim que a Agência D'avila trata um e-commerce, e não como peças soltas contratadas separado.

O erro que custa caro: comparar preço sem comparar escopo

Duas propostas com valores distantes normalmente descrevem trabalhos distintos. Antes de olhar o número, pergunte para as duas:

  • Quem cadastra os produtos e quem escreve as descrições?
  • Frete por CEP e integração com transportadora estão inclusos?
  • O rastreamento vai validado, evento por evento, ou fica para depois?
  • Dados estruturados de produto e feed para o Google Shopping entram?
  • Se for migração, o plano de redirecionamento está no escopo?
  • Depois de entregue, quem mexe na loja quando eu precisar mudar um preço?

A resposta a essas seis perguntas explica quase toda diferença de preço que você vai encontrar.

O que a gente pratica

Construímos mais de 60 lojas virtuais que estão no ar hoje, em segmentos que exigem decisões bem diferentes: moda com grade de cor e tamanho, alimentação com validade e frete refrigerado, indústria com pedido mínimo e tabela por cliente.

Em todas, o preço sai do diagnóstico e vem discriminado por item, com as três contas separadas. Você enxerga o que é nosso, o que é da plataforma e o que é do meio de pagamento antes de assinar qualquer coisa.

Uma dessas lojas, de doces artesanais, saiu de R$ 20 mil para R$ 200 mil por mês em nove meses. O que virou o jogo não foi o site em si: foi trocar campanha de alcance por campanha de venda com catálogo integrado, e dar descrição própria a cada produto no lugar da descrição do fabricante.

Compra pelo celular com o cartão na mão, ao lado do notebook

Em resumo

Loja virtual não tem preço de tabela porque não é um produto de prateleira. Separe as três contas, exija escopo item a item e desconfie de proposta que entrega um número redondo sem dizer o que está dentro. A pergunta certa não é "quanto custa", é "o que exatamente está incluído por esse valor".

Se quiser ver os critérios de plataforma antes de decidir, o comparativo completo das plataformas de loja virtual abre cada uma por custo, pagamento e frete. E se você já sabe o que quer construir, a página de criação de loja virtual mostra como trabalhamos do diagnóstico à loja no ar.

João Felipe, fundador da Agência D'avila

João Felipe, fundador da Agência D'avila. Nasceu e cresceu no Japão e hoje opera marketing de performance para empresas no Brasil e no exterior, do tráfego pago ao CRM. Conheça a história.

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A D'avila é a agência de Maringá especializada em e-commerce, landing pages e sites que nascem prontos para o Google: mais de 60 lojas virtuais e 150 projetos entregues, com o ecossistema inteiro operado do clique ao cliente fiel. Fale direto no WhatsApp, sem compromisso.

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